Para mim, a Inteligência Artificial representa uma das maiores oportunidades para transformar a forma como as organizações pesquisam, desenvolvem e inovam. No entanto, também acredito que a adoção da IA precisa ser conduzida com método, governança e responsabilidade. É justamente nesse ponto que vejo o MGPDI como um grande diferencial.
Entendo o MGPDI não apenas como um modelo de melhoria de processos de inovação, mas como um instrumento capaz de criar as condições necessárias para que a IA seja incorporada de maneira consistente às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Antes de pensar na tecnologia em si, o modelo incentiva a organização a estruturar processos, fortalecer a governança, gerenciar riscos, desenvolver competências e promover uma cultura de inovação contínua.
Na minha visão, a Inteligência Artificial potencializa o MGPDI em praticamente todos os seus processos. Ela pode apoiar desde a geração e avaliação de ideias até a análise de indicadores, a gestão do conhecimento, o tratamento de grandes volumes de dados e a tomada de decisão baseada em evidências. Entretanto, acredito que a IA não substitui a criatividade, a experiência ou o julgamento humano. Seu verdadeiro valor está em ampliar a capacidade das pessoas e das organizações de inovar.
Também considero especialmente relevante que as versões mais recentes do MGPDI incorporem práticas relacionadas à governança de dados e de Inteligência Artificial. Esse alinhamento demonstra que o modelo acompanha a evolução tecnológica e responde às novas demandas das organizações, aproximando-se das melhores práticas internacionais, como as propostas pela ISO 56001:2024 e pela ISO/IEC 42001:2023.
Acredito que o maior benefício dessa integração é permitir que a IA deixe de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passe a fazer parte da estratégia organizacional. Quando implementada dentro de processos maduros, bem definidos e continuamente aprimorados, ela contribui para aumentar a eficiência, reduzir incertezas, acelerar a inovação e gerar resultados sustentáveis.
Por isso, vejo o MGPDI como um facilitador da transformação digital orientada pela inovação. Mais do que preparar organizações para utilizar Inteligência Artificial, ele contribui para que essa utilização ocorra de forma ética, estruturada, transparente e alinhada aos objetivos estratégicos do negócio. Em um cenário em que a IA evolui rapidamente, considero que modelos como o MGPDI serão cada vez mais importantes para transformar potencial tecnológico em inovação real e geração de valor para a sociedade.




