Estrutura foi destruída pelas enchentes em 2024 e, agora, ficará a sete metros do chão.
A Procergs, estatal de tecnologia do Rio Grande do Sul, revelou que deve concluir a reconstrução de seu data center, que foi destruído pelas enchentes de 2024, em setembro deste ano, desta vez instalado a sete metros do chão para mitigar futuros danos da mesma magnitude.
Em entrevista ao Convergência Digital, Luiz Fernando Záchia, presidente da Procergs, relembra que a catástrofe climática destruiu também os no-breaks e geradores da estrutura da empresa.
“Nós não dependemos de recursos do governo. Nós pagamos nossas contas e nossos investimentos. Mas, quando foi preciso, o governo do estado aportou R$ 87 milhões e o nosso data center foi reconstruído. O Estado tem de ser tecnológico”, conta Záchia.
Agora, a estatal assume parte do processamento de dados da Reforma Tributária. Para isso, a Procergs contratou 68 novos servidores em concurso público, além da contratação de uma nova fábrica de software e da criação de uma diretoria específica.
CONTENÇÃO DE DANOS
Em maio de 2024, durante as enchentes, a Procergs conseguiu migrar seu data center em Porto Alegre para a nuvem da Oracle dentro de uma janela de apenas nove horas.
Quando a água atingiu a sede da companhia, um contrato de R$ 2,1 milhões recém havia sido fechado com a empresa de tecnologia, mais especificamente no dia 4 de abril. A inundação chegou no dia 6 de maio.
“Antes da enchente, a gente já estava falando de levar as máquinas físicas para o nosso OCI, mas o projeto era de nove meses e ainda ia começar. E então a água começou a subir”, contou Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil.
Na ocasião, o primeiro andar do prédio foi totalmente atingido em menos de um dia e a rede elétrica foi desligada. Em nota, o governo do Rio Grande do Sul informou na época que a água afetou o quadro elétrico, no-breaks e geradores.
“Nesse sentido, com o intuito de preservar a infraestrutura instalada e de ter condições de retomar nossas atividades no menor intervalo de tempo possível, a equipe responsável pela gestão da crise tomou a decisão consciente de desligar o data center, retirando temporariamente a maioria dos nossos serviços do ar”, dizia nota do governo.
Como os equipamentos do data center estavam no segundo andar, os dados puderam ser salvos, principalmente na parte de backup.
Entre a retirada do hardware e a chegada a São Paulo, foram cerca de 18 horas. Depois disso, foi preciso fazer o transbordo para a cloud, levantando todos os ambientes na OCI e trazendo os backups para dentro, o que levou nove horas.
Segundo o presidente da Oracle, a operação de emergência permitiu o pagamento dos salários na estatal, bem como o funcionamento de um sistema de distribuição de remédios e de um outro voltado à agricultura.
A PROCERGS é associada à SOFTSUL desde 1995.
Fonte: Júlia Facca , Repórter no Baguete Diário




