CaféTech SOFTSUL mostra como a IA agêntica transforma pesquisa, desenvolvimento e negócios

Especialistas da PUCRS, UFRGS e Sicredi apresentaram aplicações práticas de agentes de Inteligência Artificial, planejamento e automação de processos.

Como os modelos de Inteligência Artificial estão evoluindo de simples geradores de texto para sistemas capazes de planejar, utilizar ferramentas e executar tarefas? Essa foi uma das principais questões abordadas no CaféTech SOFTSUL – Agentic IA na Prática para Empresas TIC, realizado em 22 de julho.

O encontro reuniu Lucas S. Kupssinskü, professor e pesquisador de IA da PUCRS; André Grahl Pereira, professor do Instituto de Informática da UFRGS; e Bruno Lusa, coordenador da Plataforma de IA do Sicredi. Os especialistas compartilharam conhecimentos, pesquisas e experiências sobre a aplicação da IA agêntica em diferentes contextos.

Lucas Kupssinskü explicou como os LLMs (Large Language Models) podem ser integrados a ferramentas e ambientes externos, ampliando suas capacidades para além da geração de textos. Com essa estrutura, os modelos podem realizar buscas, executar programas, acessar informações e participar de fluxos automatizados.

Já André Grahl Pereira apresentou avanços em raciocínio e planejamento, mostrando como agentes de IA podem contribuir para resolver problemas complexos e acelerar atividades de pesquisa e desenvolvimento. Um dos exemplos apresentados envolveu a conversão de um componente de software de Python para C++, realizada com auxílio de um agente de programação, resultando em uma execução 5,4 vezes mais rápida.

Bruno Lusa trouxe a perspectiva empresarial, apresentando experiências do Sicredi na utilização de IA. Entre as aplicações estão o apoio ao atendimento de associados, automação de processos, análise de documentos e suporte às equipes em atividades relacionadas a crédito e regulamentação.

A prevenção de fraudes em transações via Pix também foi apresentada como exemplo de aplicação de Inteligência Artificial em processos críticos, nos quais modelos analisam padrões de comportamento e características das operações para identificar movimentações suspeitas.

Os diferentes exemplos mostraram que o avanço da IA não está apenas na tecnologia dos modelos, mas na capacidade de integrá-los a dados, ferramentas, sistemas e processos de negócio.

O CaféTech SOFTSUL reforçou, assim, uma tendência que já impacta o setor de TIC: a IA agêntica amplia as possibilidades de automação e cria novas oportunidades para empresas que souberem transformar essa tecnologia em produtos, serviços e resultados concretos.